Não culpe o outro pelos seus próprios erros

Uma pitoresca história que circulou nas redes sociais me chamou a atenção esta semana, mas também me trouxe uma reflexão importante.
Nos Estados Unidos, uma senhora estacionou seu carro em um lugar onde era proibido estacionar. Naquele local havia uma placa que foi derrubada, acidentalmente, por uma criança agitada que passou pelo local tocando em tudo o que via pela frente. A placa caiu e atingiu o carro que estava estacionado irregularmente. A mãe da criança que derrubou a placa se recusou a pagar o conserto do carro, pois considerou que, se o veículo não estivesse estacionado em um lugar proibido, nada teria acontecido. Finalmente, a senhora entrou na Justiça contra a mãe da criança, solicitando que ela fosse responsabilizada pelos danos causados ao seu veículo. E achei particularmente interessante o parecer da juíza.
Depois de ouvir ambas as partes e também as testemunhas, ela deu seu veredito em favor da senhora que teve o carro danificado, obrigando a mãe da criança a pagar pelos danos. A justificativa da juíza foi a seguinte: “O que causou o acidente foi a sua falta de controle sobre a sua filha. O carro não foi danificado por estar mal estacionado, mas porque sua filha derrubou a placa em cima do veículo. O erro da proprietária do carro, ao estacionar em um lugar proibido, não a isenta do seu erro de não controlar sua filha. Como adulta, você é responsável por ela. Esta senhora poderia até ser multada por estacionar em lugar proibido, mas isso não a torna responsável pelo acidente.”
Fiquei pensando, então, em quantas vezes nós ignoramos o nosso próprio erro enquanto apontamos o erro dos demais. Eu poderia, por exemplo, agredir minha esposa e dizer: “Ela me desrespeitou?”. Claro que não. O erro da minha esposa não justificaria o meu. Mas, muitas vezes, buscamos fugir da nossa própria responsabilidade apontando o erro das pessoas ao nosso redor.
Homens justificam suas infidelidades porque as mulheres se vestem de maneira sensual. Mulheres justificam sua murmuração porque seus maridos não ajudam em casa. Filhos justificam sua agressividade porque seus pais brigam entre si. Empresários sonegam seus impostos porque os políticos desviam dinheiro público. O erro do outro não deveria justificar o meu.
Davi foi chamado de “homem segundo o coração de Deus” não porque nunca pecava, mas porque tinha um coração sensível ao pecado. No Salmo 51:3, ele declarou: “Pois eu mesmo conheço as minhas transgressões, e o meu pecado está sempre diante de mim.” Davi não se colocava diante de Deus tentando explicar os seus pecados. Ele simplesmente os confessava.
A Palavra de Deus também nos lembra, em Provérbios 28:13: “Quem esconde os seus pecados não prospera, mas quem os confessa e os abandona encontra misericórdia.”
Basta de justificar o seu pecado. Pare hoje mesmo de colocar a culpa do seu erro nos outros. Vá diante de Deus e confesse o seu pecado, sem adornos, sem explicações e sem minimizar nada: “Se confessarmos os nossos pecados, ele é fiel e justo para nos perdoar os pecados e nos purificar de toda injustiça.” (1 João 1:9).
Quem vive procurando culpados para seus próprios erros nunca encontrará o caminho do arrependimento.
Oração: Senhor, dá-me humildade para reconhecer meus próprios erros, sem culpar os outros. Sonda o meu coração e ensina-me a confessar e abandonar todo pecado. Amém.
Versículo do dia: “Quem esconde os seus pecados não prospera, mas quem os confessa e os abandona encontra misericórdia.” (Provérbios 28:13 – NTLH)
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