Até que nada mais importe

Esta semana, participando de uma reunião com pastores e estudando Atos, capítulo 5, fui impactado ao ver, mais uma vez, o quanto os discípulos de Jesus estavam cheios de autoridade, poder e comunhão com o Espírito Santo. Esses mesmos homens, depois da morte de Cristo e antes de verem o Messias ressuscitado e receberem o Espírito Santo, estavam escondidos em uma casa, com portas e janelas trancadas, cheios de medo. Agora, porém, andavam com poder, autoridade e completamente livres do temor.

Estavam tão livres do temor, ao ponto de serem presos e, depois de libertos de maneira milagrosa, voltarem diretamente ao templo para pregar, mesmo sabendo que seriam novamente perseguidos. Foram açoitados e, ainda assim, reagiram de uma forma surpreendente: “E eles se retiraram do Sinédrio regozijando-se por terem sido considerados dignos de sofrer afrontas por esse Nome” (Atos 5:41, ARA).

Ao observar os discípulos após o Pentecostes, fica evidente que nada mais importava para eles — apenas Cristo. Nem conforto, nem segurança, nem planos pessoais. Tudo havia sido submetido a um propósito maior: viver e anunciar o evangelho.

Tudo isso apenas foi possível por uma única razão: uma profunda comunhão com o Espírito Santo. Aquele grupo de homens comuns foi transformado em testemunhas ousadas. Como está escrito: “Mas recebereis poder, ao descer sobre vós o Espírito Santo, e sereis minhas testemunhas” (Atos 1:8, ARA).

É natural pensar que esse nível de entrega está distante da nossa realidade. É claro, estamos falando de homens que viram Jesus, que conviveram com Ele… parece outro patamar. Mas, na verdade, isso não é um privilégio exclusivo deles, e sim, um chamado para todos nós.

Penso então, que a pergunta correta não é se isso é possível. A pergunta é sobre como caminhar nessa direção.

A resposta, encontramos nas Escrituras: intimidade com Deus. E para ter intimidade com Deus não existem atalhos. A encontramos nas 3 disciplinas do cristão: oração, leitura da palavra e jejum.

É no lugar secreto que o coração é alinhado. Jesus ensinou: “Quando orares, entra no teu quarto, fecha a porta e ora a teu Pai, que está em secreto” (Mateus 6:6, ARA).

O amor pela Palavra sustenta a fé e direciona a vida. A Palavra define como é um homem ou uma mulher que ama a sua palavra: “Antes, tem o seu prazer na lei do Senhor, e na sua lei medita de dia e de noite” (Salmos 1:2, ARA).

E o jejum faz parte desse processo de rendição e fortalecimento espiritual. Como disse Jesus: “Esta casta não se expulsa senão por meio de oração e jejum” (Mateus 17:21, ACF). Quem não debilita a própria carne, não fortalece o Espírito.

O que vemos em Atos não é um padrão inalcançável, é um modelo. Uma vida onde Cristo ocupa tanto espaço que todo o resto perde importância. Porque chegar ao ponto em que nada mais importa não é perder tudo — é, na verdade, encontrar o que realmente importa.

Oração: Senhor, leva-me a um nível mais profundo de relacionamento contigo. Quero Te conhecer mais, buscar mais a Tua presença e viver de forma que Tu sejas o centro da minha vida. Ajuda-me a desenvolver uma vida de oração, amor pela Tua Palavra e disciplina espiritual. Que tudo o mais perca valor diante da grandeza de quem Tu és. Em nome de Jesus, amém.

Versículo do dia: “E eles se retiraram do Sinédrio (depois de serem açoitados) regozijando-se por terem sido considerados dignos de sofrer afrontas por esse Nome.” (Atos 5:41, ARA)

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