Aplaudindo o pecado

Aconteceu em Hartlepool, na Inglaterra, em 20 de junho de 1991. O britânico Albert Dryden entrou em confronto com autoridades locais após se recusar a demolir uma construção ilegal em sua propriedade. Durante a execução da ordem judicial, na presença de policiais e câmeras de televisão, Dryden discutiu com o oficial de planejamento Harry Collinson, entrou em sua casa, retornou armado e o matou a tiros no local. O crime, amplamente divulgado, chocou o país, mas também levou parte da população a ver Dryden como um símbolo de resistência contra o Estado, fazendo com que ele adquirisse “fãs” e seguidores que o tratavam como uma espécie de herói nacional. Posteriormente, ele foi condenado à prisão perpétua.
Essa história revela algo inquietante: como uma sociedade pode chegar ao ponto de simpatizar com o erro.
Não se tratava apenas de um desentendimento ou de uma injustiça percebida. Houve desobediência à autoridade e, pior ainda, um assassinato. Ainda assim, alguns escolheram relativizar o erro e transformar o culpado em herói.
A Bíblia é clara quanto a isso:
“Porque a rebelião é como o pecado de feitiçaria.” (1 Samuel 15:23 – ARA)
“Todo homem esteja sujeito às autoridades superiores.” (Romanos 13:1 – ARA)
Ou seja, o que aconteceu ali não era apenas um ato impulsivo, mas uma atitude contrária aos princípios estabelecidos por Deus.
Mas o ponto mais profundo está na reação das pessoas. Quando começamos a aplaudir o que é errado, revelamos o quanto nosso senso de verdade está distorcido.
A Escritura já advertia: “Ai dos que ao mal chamam bem e ao bem, mal.” (Isaías 5:20 – ARA) E vai além: “Não somente os praticam, mas também aprovam os que assim procedem.” (Romanos 1:32 – ARA)
Existe uma linha perigosa aqui: não apenas fazer o mal, mas concordar com ele. Vivemos em um tempo em que o erro muitas vezes é romantizado, justificado ou até celebrado. Pessoas passam a defender atitudes erradas com base em emoções, opiniões ou ideologias.
Mas o cristão é chamado a viver de forma diferente. Não basta apenas não praticar o mal. É necessário também não concordar com ele.
Isso exige discernimento, firmeza e compromisso com a verdade de Deus — mesmo quando essa posição vai contra a opinião da maioria. Porque a verdade não muda conforme a cultura. A verdade continua sendo a verdade.
Oração: Senhor, guarda meu coração para que eu não seja influenciado por uma cultura que relativiza o erro. Dá-me discernimento para reconhecer o que é certo e coragem para permanecer firme na Tua verdade, sem aplaudir aquilo que Te desagrada. Amém.
Versículo do dia: “Ai dos que ao mal chamam bem e ao bem, mal.” (Isaías 5:20 – ARA)
![]()





Quer receber devocionais diarias no seu celular?