A armadilha da aprovação humana

Aconteceu em Fort Collins, Colorado, Estados Unidos, em outubro de 2009. Richard e Mayumi Heene afirmaram que seu filho de 6 anos, Falcon, havia sido levado acidentalmente por um balão experimental que voava sem controle. O caso mobilizou helicópteros, emissoras de televisão e milhões de espectadores que acompanharam ao vivo o suposto drama. Quando o balão pousou vazio, descobriu-se que o menino estava escondido em casa. Dias depois, as investigações concluíram que tudo havia sido uma farsa montada pelos pais, que desejavam obter fama e oportunidades na televisão. A repercussão foi devastadora: Richard Heene foi condenado, a família tornou-se alvo de críticas em todo o país e o nome “Balloon Boy” passou a ser lembrado como símbolo de notoriedade conquistada da pior maneira possível.

Uma necessidade básica da natureza humana é a necessidade de reconhecimento. Muitas pessoas vivem em busca da aprovação dos outros. Querem ser admiradas, elogiadas, seguidas, lembradas ou valorizadas. O problema é que, quando o desejo por reconhecimento se torna maior do que o compromisso com a verdade, o homem começa a fazer concessões perigosas.

No caso da família Heene, a busca por notoriedade produziu uma mentira que acabou destruindo exatamente aquilo que eles desejavam construir. O nome que buscavam tornar famoso acabou sendo associado à vergonha e ao engano.

A Bíblia nos mostra que essa luta não é nova. O próprio apóstolo Paulo escreveu: “Porventura procuro eu agora o favor dos homens ou o de Deus? Ou procuro agradar aos homens? Se estivesse ainda agradando aos homens, não seria servo de Cristo.” (Gálatas 1:10 – ARA) Existe uma incompatibilidade entre viver para os aplausos dos homens e viver para agradar a Deus. Quanto mais dependemos da aprovação das pessoas, mais nos tornamos reféns delas. Afinal, quem vive para os aplausos acaba escravo da plateia.

A aprovação humana é instável. As mesmas pessoas que hoje elogiam podem amanhã criticar. A mesma multidão que gritou “Hosana” na entrada triunfal de Jesus em Jerusalém foi influenciada poucos dias depois a clamar: “Crucifica-o”.

Por isso, construir a identidade sobre a opinião das pessoas é construir sobre um fundamento instável.

Jesus frequentemente se afastava das multidões quando elas queriam exaltá-lo por motivos errados. Seu compromisso não era com a popularidade, mas com a vontade do Pai. E é esse mesmo princípio que deve governar nossa vida.

Não há problema em ser reconhecido. O perigo está em precisar desesperadamente desse reconhecimento para encontrar valor e significado. Quando a aprovação dos homens se torna mais importante do que a aprovação de Deus, algo está fora do lugar.

A verdadeira liberdade é encontrada quando compreendemos que nosso valor não depende dos aplausos da multidão, mas da graça daquele que nos chamou para sermos seus filhos.

Oração: Senhor, livra-me da necessidade excessiva de aprovação humana. Que meu coração esteja mais preocupado em agradar a Ti do que em impressionar as pessoas. Ajuda-me a não construir minha identidade sobre elogios, fama ou reconhecimento, mas sobre a certeza de que pertenço a Ti. Que eu viva para a Tua glória e não para os aplausos dos homens. Em nome de Jesus, amém.

Versículo do dia: “Porventura procuro eu agora o favor dos homens ou o de Deus?” (Gálatas 1:10 – ARA)

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