Pedro e a fogueira

Na noite em que Jesus foi preso, Pedro seguiu o Mestre à distância até o pátio do sumo sacerdote. Ali estava frio, e algumas pessoas haviam acendido uma fogueira para se aquecer. Pedro aproximou-se e ficou junto deles, tentando passar despercebido.

Mas naquela mesma fogueira aconteceu algo que marcaria sua vida para sempre. Três vezes perguntaram se ele era um dos discípulos de Jesus. E três vezes ele negou. “Então começou ele a praguejar e a jurar: Não conheço esse homem! E imediatamente cantou o galo.” (Mateus 26:74 – ARA).

A Bíblia diz que, naquele momento, Pedro se lembrou das palavras de Jesus e saiu dali chorando amargamente (Mateus 26:75). Aquela fogueira se tornou, para ele, o cenário da vergonha, da fraqueza e da queda.

Mas a história não termina ali.

Depois da ressurreição, Jesus encontra os discípulos à beira do mar da Galileia. O Evangelho de João registra um detalhe muito significativo: “Simão Pedro… viu ali brasas acesas.” (João 21:9 – ARA).

Outra fogueira.

Diante dela, Jesus faz a Pedro três perguntas: “Simão, filho de João, amas-me?” (João 21:15–17 – ARA). Três vezes Pedro havia negado. Três vezes agora ele declara amor. E três vezes Jesus o comissiona: “Apascenta as minhas ovelhas.”

Percebo algo profundamente restaurador nisso: Jesus levou Pedro de volta ao mesmo tipo de cenário onde ele havia falhado. A fogueira que antes lembrava a traição agora se torna o lugar da restauração.

O cheiro da fumaça não precisaria mais lembrar a Pedro sua queda — agora lembraria sua redenção.

Assim é o coração de Cristo. Ele não apenas perdoa, Ele restaura. Lugares de vergonha podem se tornar lugares de graça.

Oração: Senhor, obrigado porque Tu não defines minha história pelas minhas quedas. Assim como restauraste Pedro, restaura também minha vida. Que as lembranças do meu passado não me aprisionem, mas me recordem da Tua graça. Amém.

Versículo do dia: “Apascenta as minhas ovelhas.” (João 21:17 – ARA)

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